Etiqueta para festas de confraternização na empresa
Se existe algo em comum entre pequenas, médias ou grandes empresas, é o evento de confraternização ao final do ano. A razão para este evento é muito nobre: este encontro, na maioria das vezes patrocinado pela empresa, é uma forma de reunir todos os funcionários em um mesmo local, ao mesmo tempo, algo difícil de ocorrer no corrido dia a dia das empresas, com o objetivo não de falar sobre trabalho, mas para confraternizar. Uma rápida olhada no dicionário nos indica a formação e o significado da palavra: “con”+”fraternizar”, unir como irmãos. A empresa faz a parte dela: escolhe um local agradável, dentro de seu orçamento, e agradece por meio de um discurso, a dedicação de todos neste ano que está por terminar. É uma forma de reconhecer e celebrar o trabalho e a união de todos em torno de um objetivo comum. Já aos funcionários, cabe aproveitar o momento para descontrair, conversar com os colegas sobre o que quiser e se divertir. Mas de maneira comedida pois o ambiente ainda é profissional. É ai que alguns funcionários mais afoitos começam a correr riscos. O repentino afrouxamento de regras, o clima descontraído, a presença de colegas, alguns até amigos, e a abundância de bebidas alcoólicas podem causar tropeços em alguns. Não podemos nos esquecer de que ainda estamos em presença de colegas e superiores hierárquicos. Que finda aquela festa, na segunda-feira seguinte o batente começa no mesmo local, com as mesmas pessoas e sob as mesmas regras. E ninguém quer ser o foco de casos de bebedeira, de alegria etílica excessiva ou de ficar aos beijos com algum ou alguma colega de trabalho. Estes tipos de casos ocorridos em festas de final de ano têm a desagradável característica de habitar o imaginário da empresa por anos a fio. Viram como que lendas inscritas em pedra. E ninguém quer ser relembrado nos anos seguintes por isto. Recordo-me do caso de uma Coordenadora de marketing, responsável pelo evento de fim de ano da empresa, que lá pelas tantas, após algumas caipirinhas, resolveu dançar descalça na varanda do restaurante sob a chuva, enquanto probleminhas logísticos da festa, que ela deveria estar coordenando, começaram a causar mal estar entre os presentes. O caso foi relembrado durante anos entre os presentes, estigmatizando a pobre garota que confundiu um evento profissional com um evento pessoal. Portanto fica ai a máxima: diversão em festa de empresa é bem diferente de diversão em festa pessoal. Em festa de empresa o “desconfiômetro” nunca pode ser desligado.
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Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.
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