Como enfrentar adequadamente uma redação no processo seletivo?
Recebemos o seguinte questionamento de uma internauta: "Costumo ter dificuldades e demorar um pouco para fazer a tal redação 'Quem sou eu'. As palavras 'somem' e geralmente sou a última a entregar. Isso me faz perder pontos no processo?"
Cara leitora,
Desde os tempos da escola deparar-se com uma folha em branco a ser preenchida por uma redação é algo que incomoda muitas pessoas. O que escrever? Onde buscar inspiração? O que será que o avaliador procura exatamente? Terei criatividade suficiente? A situação ficava ainda mais complicada quando o tema era livre, embora alguns temas pré-definidos também fossem bastante desafiadores. Lembro-me até hoje do tema da redação que encarei durante o vestibular para administração de empresas que enfrentei 25 anos atrás: “Sempre é mais fácil ancorar um navio no espaço”. Após quarenta minutos de sofrimento nunca soube se fui bem ou mal: o fato é que entrei na faculdade. Voltando à questão que recebemos, o que fazer quando a redação é solicitada durante um processo seletivo? Bem, comparando com as redações escolares que valiam nota no boletim a situação aqui é bem mais simples. Em primeiro lugar um entrevistador avalia uma série de fatores para contratar um funcionário. E a não ser que o processo de seleção seja para uma vaga de jornalista, o peso da redação é muito baixo na avaliação geral. Basta não fazer nenhuma grande bobagem e este quesito estará resolvido. O que o entrevistador procura em primeiro lugar é experiência na vaga solicitada. Em segundo lugar requisitos importantes para um bom desempenho na vaga como cursos técnicos específicos ou conhecimentos de idiomas. Em terceiro lugar características pessoais e profissionais, além de competências desejáveis de acordo com a cultura da empresa. E por fim alguns testes, como redações, destinados mais a eliminar um desempenho medíocre do que servir como item fundamental na contratação. E o que devemos fazer para produzir um redação adequada? Em primeiro lugar, uma redação deve ter começo, meio e fim. Em segundo, no caso do tema proposto, você estará falando sobre você, algo que conhece melhor do que ninguém. Mas de você enquanto cidadão e profissional. Qual sua preparação profissional e acadêmica até aqui, qual o direcionamento que você tem dado a sua carreira, quais seus objetivos pessoais e profissionais, um resumo de suas qualidades profissionais, e que tipo de contribuição você pode trazer para qualquer empresa. Em relação a sua vida particular, não é necessário entrar em detalhes pessoais, apenas mencione itens como viagens, trabalhos voluntários, descreva brevemente a família e algum hobby importante. Evite temas polêmicos como futebol, religião ou política. Tampouco fale mal de empregos anteriores. Uma ortografia razoável é importante: estando longe do corretor de texto nosso de cada dia é bom evitar sofisticações desnecessárias. Na dúvida mude a palavra para não errar na ortografia. E relembrado nossos hoje estimados professores de outrora, releia sua redação antes de entregá-la. E boa sorte!
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Muito se ouve falar em experiência internacional e sua importância para a carreira de qualquer profissional. O estreitamento do comércio internacional, as facilidades cada dia maiores de comunicação e o acesso ilimitado a informação na internet tornam o mundo cada dia menor. Novas empresas desembarcam em nosso país todas as semanas para iniciar operações, e as que aqui estão relacionam-se cada vez mais com empresas no exterior. Neste contexto torna-se fundamental para um bom desenvolvimento de nossas carreiras que tenhamos um bom domínio de um idioma estrangeiro. De preferência o inglês. E vamos além: passar alguns meses no exterior também traz uma série de aquisições pessoais: adquirimos mais flexibilidade, independência, maturidade, conhecemos de perto outra cultura, aprendemos a olhar nosso próprio país e cultura de maneira diferente e, principalmente, nos tornamos mais tolerantes. Todas estas aquisições nos tornam pessoas e profissionais melhores, mais aptos a lidar com um mercado de trabalho internacionalizado. Hoje existem programas organizados por agências de intercâmbio no Brasil que permitem a jovens e recém formados trabalhar no exterior de maneira legal e temporária. Gostaria de abordar hoje o Au Pair, programa que permite a moças de 18 a 26 anos morar durante um ano nos EUA com uma família americana, ajudando a cuidar das crianças e estudando. O trabalho é remunerado, inclui bolsa de estudos e possui regras definidas pelo governo americano. Por ser subsidiado em grande parte pela família americana o custo para as candidatas é muito baixo. Quem quiser mais informações pode visitar este blog, a maior referência no assunto hoje no país:
Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.
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