Redução de encargos: mais empregos ou mais benefícios?
Um dos principais assuntos da semana é a iniciativa do Governo Federal em propor o estudo para a desoneração da folha de pagamento, ou seja, reduzir os encargos trabalhistas para os empresários. Assunto polêmico pois esta redução em um primeiro momento ajudaria os empresários mas prejudicaria os empregados , a proposta em discussão esta semana é para uma solução temporária, para que os empresários não demitam na crise. O assunto é delicado e os governos relutam em encará-lo de frente e de forma definitiva, pois a grande maioria destes encargos atualmente beneficia diretamente os empregados, seja através do FGTS que representa um pé de meia no futuro, seja através do INSS que representa a aposentadoria futura, para citar apenas os dois itens de maior impacto na questão. Reduzi-los significaria reduzir os benefícios aos empregados. Porém sob o ângulo da economia, esta redução de custos significaria que a médio prazo os empresários poderiam contratar mais funcionários. Desta forma, embora com menos benefícios, mais pessoas estariam empregadas. E este antiga equação, em que o Brasil apresenta um dos maiores encargos trabalhistas do mundo, ao mesmo tempo em que ainda sustenta grandes taxas de desemprego, provavelmente estaria resolvida. Portanto ai está o dilema: ou temos menos pessoas empregadas com mais benefícios, ou temos mais pessoas empregadas com menos benefícios. E você, qual a sua opinião?

Muitos dos currículos que os entrevistadores recebem são de candidatos que pularam muito de emprego em emprego, ficando em média seis meses em cada um. Nem sempre fazemos a escolha certa quando tomamos a decisão de mudar de emprego. Existem inúmeras variáveis, muitas delas fogem ao nosso controle, portanto errar é compreensível. O que não pode ocorrer é o erro deixar de ser exceção e virar a regra. Como o candidato deve lidar com este excesso de mudanças ao elaborar o seu currículo? Em primeiro lugar faça uma auto-avaliação. Por que você tem mudado tanto de emprego? Você realmente sabe onde gostaria de trabalhar? Em segundo lugar uma dica de entrevistador: esqueça seu trabalho em empresas de menor renome, ou em funções que tenham fugido de sua área principal. Esqueça também este hábito (comum a vários candidatos) de escrever no CV o mês e o ano em que começou e terminou o trabalho em determinada empresa. Neste caso o mês apenas conta contra você. Deixe apenas o ano de início e de término. E por fim, entre para a próxima entrevista com uma boa justificativa sobre o porque destas mudanças constantes. Afinal, esta situação é muito ruim para ambos os lados. O candidato patina em sua vida profissional, sem realmente avançar na construção de uma carreira, além de macular seu CV. E nenhum empregador quer desenvolver um processo seletivo, contratar um profissional, treiná-lo e depois de seis meses ter que começar tudo de novo.
Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.
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