O que um recrutador não deve fazer
Um leitor do blog nos faz a seguinte pergunta: “Sempre lemos matérias sobre como nos portar em uma entrevista mas nunca sobre como o entrevistador deve se portar”.
Caro internauta, você levanta um ponto bem interessante. O caminho que trilhamos em nossa busca pela tão sonhada vaga de emprego invariavelmente passa pela figura do entrevistador. Uma entidade poderosa, quase que divina, com poder de decidir sobre algo que nos é tão caro: nosso emprego e o salário que nos sustenta. Ao nos depararmos com o entrevistador é natural que o tratemos com grande respeito. Porém o reverso da moeda também é importante: ele esta nos tratando com o devido respeito? Sei que na hora de concorrer a uma vaga tendemos a relevar algumas coisas pensando em nosso objetivo maior. Mas o recrutador também deve se pautar pelo respeito: ele nunca deve discriminar um candidato de acordo com sua idade, seu sexo, estado civil, raça, religião ou presença de deficiência. Também não deve cruzar a fronteira que separa informações profissionais de informações pessoais relevantes: tudo bem perguntar com quem mora, que hobbies o candidato possui ou o que gosta de fazer durante seu tempo livre. E só. Também deve estar no rol de um bom recrutador dar um feed-back sobre o candidato e suas chances no processo ao final da entrevista. E por fim, não apenas informar aos candidatos sobre o prazo para encerramento do processo como também informar a todos quando do término da seleção. É difícil chegar a uma etapa avançada dentro de um processo de seleção e desistir por não concordar com o recrutador. Mas a postura do recrutador pode nos dar sinais claros da filosofia de trabalho de uma empresa, o que nos faz pensar: até que ponto estamos dispostos a nos sacrificar por uma vaga em uma empresa com um filosofia de trabalho tão diferente da nossa?
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Recebemos o seguinte questionamento de uma internauta: "
Muito se ouve falar em experiência internacional e sua importância para a carreira de qualquer profissional. O estreitamento do comércio internacional, as facilidades cada dia maiores de comunicação e o acesso ilimitado a informação na internet tornam o mundo cada dia menor. Novas empresas desembarcam em nosso país todas as semanas para iniciar operações, e as que aqui estão relacionam-se cada vez mais com empresas no exterior. Neste contexto torna-se fundamental para um bom desenvolvimento de nossas carreiras que tenhamos um bom domínio de um idioma estrangeiro. De preferência o inglês. E vamos além: passar alguns meses no exterior também traz uma série de aquisições pessoais: adquirimos mais flexibilidade, independência, maturidade, conhecemos de perto outra cultura, aprendemos a olhar nosso próprio país e cultura de maneira diferente e, principalmente, nos tornamos mais tolerantes. Todas estas aquisições nos tornam pessoas e profissionais melhores, mais aptos a lidar com um mercado de trabalho internacionalizado. Hoje existem programas organizados por agências de intercâmbio no Brasil que permitem a jovens e recém formados trabalhar no exterior de maneira legal e temporária. Gostaria de abordar hoje o Au Pair, programa que permite a moças de 18 a 26 anos morar durante um ano nos EUA com uma família americana, ajudando a cuidar das crianças e estudando. O trabalho é remunerado, inclui bolsa de estudos e possui regras definidas pelo governo americano. Por ser subsidiado em grande parte pela família americana o custo para as candidatas é muito baixo. Quem quiser mais informações pode visitar este blog, a maior referência no assunto hoje no país:
Dentre os questionamentos que recebemos de internautas, dois grupos chamam a atenção pela quantidade com que ocorrem e pela aparente dificuldade em resolver a situação. O primeiro grupo é o dos profissionais que possuíam um emprego de nível hierárquico médio ou alto, com boa remuneração, mas ficaram desempregados. Em muitos casos passam meses obcecados em voltar ao mercado de trabalho em uma vaga com o mesmo nível hierárquico e salário que possuíam antes.
Este é um tema que suscita debates. Afinal, o salário é uma das principais razões pelas quais as pessoas trabalham. Para muitos a principal razão. Tenho visto diversos sites que orientam candidatos em busca de emprego que determinam que a pretensão salarial deve constar no currículo. Porém vamos olhar a questão com mais cuidado. Se colocarmos a pretensão salarial no currículo e ela for mais alta do que o salário que a empresa pretende pagar para determinada vaga, corremos o risco de ser classificados de antemão como “caros” pela empresa e nem sermos chamados para a entrevista. Se para nos defendermos deste possível pré-julgamento colocarmos uma pretensão salarial mais baixa do que realmente queremos ou valemos, corremos o risco de acabar sendo contratados por um salário inferior ao que a empresa pretendia pagar pela vaga (nos dias de hoje até que não seria tão má alternativa, afinal é melhor um pássaro na mão do que dois voando)! A outra opção seria colocarmos que a pretensão salarial é “a combinar”. Esta acredito ser a pior alternativa pois nenhum entrevistador deseja entrar em um debate ou negociação com um candidato sobre salário, além desta informação ser redundante: não existe emprego sem salário e mais cedo ou mais tarde o assunto será trazido pelo empregador. Além disto, se houver espaço para pagar mais ou menos ao candidato de acordo com sua experiência, o empregador estará ciente de que há este espaço para negociação, portanto não precisamos informá-lo sobre isto. A melhor alternativa aqui é omitir este assunto do nosso currículo e nos concentrarmos no que realmente importa aos olhos do entrevistador: nossa experiência profissional, experiência acadêmica e principalmente nossas realizações.
A comunicação entre as pessoas ocorre em dois níveis, o verbal e o gestual. Não nos comunicamos apenas por meio de palavras e da entonação de nossa voz, mas também por meio de nossa postura física e de nossos gestos. E inconscientemente todos nós somos treinados, desde pequenos, a ler e a interpretar estes sinais não verbais que nossos interlocutores emitem durante uma conversa. Isto se torna ainda mais importante quando participamos de uma entrevista para emprego. O entrevistador busca, durante o breve espaço de tempo de uma entrevista, sinais que o ajudem a traçar o perfil o mais exato possível daquele candidato. E é neste instante que a comunicação corporal se torna uma importante e abundante fonte de informações para o entrevistador, ao emitir sinais, todos eles observados por ele, que podem ajudar ou atrapalhar o candidato. Vamos então aos principais pontos que o candidato deve observar:
Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.
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