09/05/2012

O colaborador ideal na visão do chefe:

Ao longo da vida profissional tenho desempenhado diversos papéis: executivo, consultor, empresário, entrevistador, entrevistado, colaborador e ... chefe.
E é na capacidade de quem ocupou cargos de chefia que escrevo estas linhas.

A experiência com diversos subordinados ao longo do tempo nos ensinou a distinguir os pontos que diferenciam um colaborador satisfatório de um colaborador que supera as expectativas e que, por sua contribuição diferenciada se destaca dos demais.

Eis as conclusões, em algumas linhas. Os 7 principais fatores que destacam um colaborador em uma equipe:

- Alinha-se rapidamente com a lista de prioridades do chefe, mesmo quando as prioridades mudam rapidamente;

- Capta em alguns meses os valores da empresa, a visão do chefe e passa a atuar em situações novas baseado nestes valores e visão;

- Cumpre as metas e os deadlines acordados, ou quando não pode cumprir, procura o superior com antecedência para um realinhamento de metas ou prazos, não se deixando pegar em situações de prazos estourados ou de não entrega do combinado.

- Entende que na vida empresarial você investe e você recebe, não se focando apenas no que espera ou acredita que deveria receber.

- Questiona o chefe quando não concorda, de forma a não se tornar um mero clone, mas um ser pensante e autônomo que busca novas soluções e caminhos, contribuindo para o enriquecimento estratégico e operacional da empresa;

- É alguém que “empurra” o chefe em determinadas ocasiões, e não alguém que precisa ser “empurrado” pelo chefe com frequência;

- Não se deixa levar no dia a dia apenas pelos assuntos urgentes (importantes ou não) como muitos. Entende a importância dos assuntos classificados como “importantes mas não urgentes”, que se não forem feitos hoje sempre dá para esperar um pouquinho, mas que quando feitos mudam o futuro e os destinos da empresa.

Claro que não pretendo ser unilateral aqui e expor uma lista de exigências aos colaboradores, sem a devida contrapartida. Uma relação profissional saudável implica no fornecimento de condições mínimas obrigatórias aos colaboradores como remuneração compatível, ambiente de respeito, clareza de comunicação e objetivos e treinamento. E por fim, um plano de crescimento de responsabilidades e de remuneração atrelado ao desempenho do colaborador.

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

28/04/2012

7 diferenças entre um chefe e um líder

Poder
Chefe tem seu poder oriundo de sua posição hierárquica, o líder tem seu poder oriundo do respeito angariado junto à sua equipe.


Novos colaboradores
O chefe explica o trabalho e encaminha o novo funcionário para o trabalho, o líder orienta, treina e monitora a performance do funcionário.

Motivação
O chefe utiliza o poder e o medo para empurrar a equipe para o trabalho. O líder mostra a visão, inspira, e conduz a equipe através do exemplo.

Lidando com erros
O chefe humilha os colaboradores em público, o líder tem uma conversa assertiva com o colaborador, em local privado, mostrando a condução correta do assunto.

Elogios
O chefe geralmente tem dificuldades em elogiar. O líder elogia a performance de cada funcionários, geralmente em público.

Sucesso

Para o chefe os acertos são dele, os erros são da equipe. Para o líder os erros são em última instância de responsabilidade dele, que escolheu e gerenciou a equipe, e os acertos são do trabalho em equipe.


Pessoas
O chefe trata os colaboradores como números, o líder os trata como seres humanos, com emoções e aspirações.

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

13/04/2012

Problemas: foco no interlocutor X foco na solução

No ambiente corporativo todos lidam com a solução de problemas o tempo todo. Todos somos pegos quase que diariamente por questões inesperadas, com as quais temos que lidar, e que acabam nos sobrecarregando e tirando tempo precioso que poderíamos estar investindo em atividades mais produtivas.

Como uma realidade sem problemas é inevitável (podemos planejar, criar processos e procedimentos para reduzir a incidência de problemas, mas questões inesperadas sempre vão existir...) cabe a nós abordar a solução de problemas de uma forma objetiva, prática e racional.

Tem chamado a atenção a maneira como alguns profissionais lidam com problemas. Quando ele surge, perdem muito tempo debatendo o comportamento dos colegas ou dos interlocutores com quem tentam resolver o problema. Fulano disse isso, cicrano falou aquilo de maneira grosseira, beltrano bateu o telefone na minha cara e não retorna minhas ligações.

A dica aqui é evitar levar a solução de problemas para o lado pessoal. Concentre-se na solução da questão, sem perder o foco, sem entrar em discussões desnecessárias. Também evite contar para os colegas, de maneira repetitiva, os percalços pelos quais está passando para resolver o assunto. Isto apenas desperdiça tempo e alimenta ressentimentos desnecessários.

Como seres humanos que somos, sabemos que o lado emocional fala alto em diversos momentos de nossas vidas. Até ai tudo bem. Porém é importante não esquecer que o lado racional está ai para ser usado, principalmente quando envolve a resolução de problemas em nosso dia a dia profissional.

Afinal no dia em que uma empresa não tiver problemas, o CEO poderá tocar o negócio sozinho, muito possivelmente a partir de um home-office.
Como estamos longe de uma conjuntura assim, da próxima vez que enfrentar um problema lembre-se, evite o foco no interlocutor e mantenha o foco na solução do problema!

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

21/03/2012

Apagão de fornecedores

O Brasil atravessa um momento de bons ventos, com economia crescente, desemprego em declínio, e o consequente e tão debatido apagão de mão de obra.

Com a oferta de empregos crescente, para uma base de demanda por estas vagas que se reduz, está cada vez mais difícil, mais caro e mais demorado para as empresas contratarem novos colaboradores.

Pois bem, me atrevo aqui a abordar um novo desafio que os tempos de bonança geram para as empresas: o apagão de fornecedores!

Em conversas com colegas em cargos de direção em diversas empresas, este assunto tem se tornado recorrente. Um parcela significativa dos fornecedores também, frente ao aumento da demanda, está menos propensa a manter a qualidade do atendimento e a atenção aos seus clientes corporativos.

Como depoimento pessoal posso dizer que uma grande rodada de revisão de contratos com cerca de 20 fornecedores de que participei, algo que até algum tempo atrás ocorria dentro de um grau de dificuldade natural e esperado (para este tipo de assunto), tornou-se muito mais trabalhosa, demorada e difícil.

Os principais fatores que se deterioraram na relação dos fornecedores com os clientes são os seguintes:

1) Demora excessiva no retorno de e-mails ou telefonemas por parte dos fornecedores
2) Demora no cumprimento de prazos para envio de propostas ou assinatura de contratos pelos fornecedores
3) Posição irredutível quanto a aumentos de preços que estes fornecedores impõe, acima da inflação, sem justificativa plausível para aumento de nível de serviço entregue
4) Fornecedores que (pasmem!), quando questionados sobre nível de serviço ou preço,  rapidamente respondem que “fique a vontade para checar opções com outros fornecedores”.

Isto representa mais um ponto de dificuldade no dia a dia das empresas, que agora lidam com estes dois apagões, o de mão de obra e o de fornecedores.

Por outro lado mostra uma visão míope destes fornecedores de serviços. Em um momento em que os clientes batem às suas portas, ao invés de buscar uma diferenciação na qualidade dos serviços que vendem, em um ambiente em que naturalmente terão mais recursos para investir, preferem a visão de curto prazo e imediatista do lucro mais fácil, do tipo se quiser meus serviços é assim, se não pode procurar em outro lugar.

Vejo que se abre uma grande oportunidade para as empresas com visão de longo prazo atenderem à essa demanda crescente de maneira responsável, de modo a se destacar no mercado com um diferencial competitivo, fixando sua marca entre os consumidores de forma positiva e duradoura!

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

11/03/2012

Os sete pecados capitais no mundo corporativo

Os sete pecados capitais definem alguns comportamentos humanos tidos como vícios. Definidos há séculos, foram reforçados pela igreja católica como uma forma de controle dos instintos básicos humanos. Existem os pecados perdoáveis, e existem os capitais, que devido à sua seriedade, exigiriam a condenação de seus praticantes. Estes impulsos, ou instintos, fazem parte da natureza humana.  Porém assim como a diferença entre o remédio e o veneno, a diferença entre um ser humano normal e um acometido de um dos pecados capitais, está na dose que se usa.

E não poderia deixar de ser diferente no ambiente de trabalho. Em um ambiente formado por seres humanos de origens diferentes, mas com objetivos comuns, podem surgir alguns dos pecados capitais.

Gula – desejo insaciável, além do necessário, querer sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem.
Na vida profissional: o funcionário que busca o poder, sem se importar com os demais colegas. Passa por cima de tudo e de todos para atingir seus objetivos. Nunca se contenta com o que conseguiu, sempre querendo mais.


Avareza – apego excessivo e descontrolado pelos bens matérias e pelo dinheiro.
Na vida profissional: geralmente se materializa naquele chefe que olha sempre para o custo primeiro, para os resultados em segundo e para a opinião do grupo em terceiro lugar.

Luxúria – desejo passional por prazeres sensuais e materiais, que se deixa dominar pelas paixões.
Na vida profissional é encarnado pelo empreendedor, pelo visionário. Aquele que enxerga por cima das árvores na floresta, que aponta o caminho e segue seu instinto, suas paixões. Pode ser um excelente empreendedor ou comercial, porém precisa ter um freio próprio, ou algo ou alguém que o puxem para a terra de tempos em tempos, caso contrário pode quebrar a empresa.

Ira – sentimento profundo e incontrolável de raiva, ódio ou rancor, que muitas vezes gera um sentimento de vingança.
Na vida profissional, este tipo de perfil é comum em ambientes competitivos, em que as diferenças de performance ou de premiação são explícitas, como em departamentos comerciais. Os que ficam para trás podem desenvolver este excesso.

Inveja - Desejo desmedido pelo que outra pessoa é ou tem.
No ambiente profissional este tipo acaba não prosperando e se desenvolvendo. Aproxima-se dos colegas sempre perguntando e querendo saber sobre as roupas, hábitos ou amigos dos demais. Logo esta máscara de amigo com excesso de interesse cai e surge a frustração incurável que acomete os invejosos. Segregado do grupo, acaba saindo da empresa, repetindo o mesmo excesso no próximo emprego

Preguiça – falta de dedicação, de empenho, de desejo, de ação.
No ambiente profissional, uma boa parte dos funcionários acometidos deste mal são logo desmascarados e não evoluem na carreira pois apresentam desleixo, morosidade e lentidão. Porém uma pequena parte deste grupo, formada por indivíduos perspicazes e envolventes, acaba escondendo e minimizando sua própria preguiça ao delegar pesadamente o seu trabalho ou responsabilidades para os demais. Quando bem feito, estes delegadores perduram por anos e anos na empresa, e em alguns extremos ainda colhem os louros pelo trabalho que os outros realizaram para ele

Vaidade – uma auto admiração excessiva, desmedida, auto elogiosa, que não faz questão de ficar escondida.
No ambiente profissional são aqueles que gostam de contar seus sucessos, suas ações, suas realizações, sempre utilizando muito a palavra eu, e pouco a palavra nós.
A auto confiança é fundamental para o sucesso de uma carreira profissional, porém enquanto esta se baseia em qualidades reais, a vaidade se baseia em qualidades imaginadas e desconectadas com a realidade, tornando a pessoa fútil e vazia.

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

21/02/2012

7 fatos sobre o mundo corporativo que não ensinam na faculdade

A faculdade representa uma importante transição do jovem para a vida profissional e adulta. Durante alguns anos os universitários recebem ferramentas e uma visão profissional que servirão de subsídios para que contribuam de maneira concreta com os rumos de uma empresa.

Porém uma parte daquele mundo dos procedimentos corretos, dos planejamentos bem feitos, das estratégias e teorias bem alinhadas e descritas nos livros, fica na memória dos bons tempos dos bancos acadêmicos.

O mundo corporativo real guarda algumas surpresas que todo recém formado descobre, mais cedo ou mais tarde, e com as quais precisa lidar:


1- Chefes não são chefes apenas por que são perfeitos para o cargo. Muitos fatores colocam alguém em um cargo de direção, além de competência: política interna, amizades, parentesco, recomendação ou simplesmente ausência de um candidato melhor para uma vaga que tinha que ser preenchida.


2- Existe uma grande diferença entre colegas de faculdade e colegas de trabalho. Colegas de faculdade estão todos no mesmo barco para o que der e vier. A maior polêmica que pode haver entre eles é sobre quem fará o que no trabalho em grupo. Já colegas de trabalho competem por atenção, recursos e espaço para crescimento.


3- Na faculdade existe horário para entrar e horário para sair. Na empresa, existe apenas horário para entrar.


4- Na faculdade os grandes cases de sucesso da literatura empresarial sempre fluem para um desfecho lógico, claro, rápido e empolgante. No mundo real, descobrimos que para conduzir o trabalho temos que lidar com fornecedores desinteressados e careiros, precisamos obter o consenso das equipes e colegas sobre a estratégia a ser seguida, temos que convencer os acionistas de que o custo benefício de cada projeto é vantajoso, e tudo isto, enquanto trabalhamos pelo aumento das vendas e da satisfação dos clientes.


5- No mundo real, nível salarial não corresponde a nível de competência, tanto no caso do jovem supercompetente que ganha menos do que merece, quanto no caso do gerente com anos de casa que ganha muito mais do que deveria, e é gerente exatamente baseado em uma das razões mencionadas no item 1 acima.


6- A vida profissional é um eterno caminhar por uma estrada que se afunila permanentemente, oferecendo cada vez menos espaço para a multidão que se acotovela para seguir em frente. Começa com o funil do vestibular, passa pelos cortes do processo de seleção de emprego e culmina com o funil das promoções dentro da pirâmide hierárquica das empresas, onde apenas 5% dos profissionais que iniciam em cargos de entrada chegam à diretoria.

7- Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. Esta é uma máxima que muitos chefes que não servem de exemplo seguem no dia a dia. Descarregam uma série de regras sobre a equipe, regras estas que eles mesmos não seguem.


Se você está prestes a adentrar este mundo de descobrimentos, não se assuste.
Existem diversas surpresas e descobertas muito boas nas empresa e nas carreiras. Mas estas eu vou deixar você descobrir por conta própria.

Porém deixo uma dica: a quantidade de surpresas boas em nossa carreira é diretamente proporcional à nossa dedicação, preparação acadêmica e perseverança!


Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

09/02/2012

Os 7 Erros mais comuns no conteúdo de um currículo

Um currículo é um documento de apresentação profissional que deve espelhar o perfil do profissional que o assina. Mais do que isto, deve ser quase que uma peça de marketing que chama a atenção do recrutador, destaca as ideias principais convencendo-o de que aquele candidato tem um perfil ideal para a vaga, e que deve ser chamado para uma entrevista.

Para atingir o objetivo de ser entrevistado e contratado, é importante evitarmos algumas armadilhas que podem surgir durante a elaboração do currículo:

1- O objetivo do candidato deve estar adequado às necessidades da empresa para a vaga ofertada. Em muitos casos os candidatos colocam um objetivo genérico demais, ou diferente do que a empresa busca.

2- Excesso de informações pessoais. Limite-se ao básico: nome, endereço, telefone de contato e e-mail. Se estiver confortável com isso coloque também a idade e o estado civil, embora não seja obrigatório. Nada de número de documentos.

3- Foto: evite andar neste terreno movediço. Para termos uma foto boa, em um bom ângulo, com as cores e a iluminação correta, é necessária a ajuda de um profissional, o que não é tão acessível. Fotos de eventos pessoais, cortando-se os demais participantes da foto, nem pensar. Além do mais, nunca se sabe qual a cultura e os valores que o entrevistador do outro lado possui, e o que vai achar da imagem desta ou daquela pessoa, ou se vai incorrer na formação de um pré conceito.

4- Excesso de cursos de curta duração. Muitos candidatos colocam uma lista interminável de cursos de até 10 horas de duração, palestras, seminários internos de empregos anteriores etc. A menos que o curso seja relevante para o seu desempenho pessoal, e a menos que os cursos sejam de alguma certificação essencial para a sua profissão, atenha-se aos cursos relevantes e aos de formação profissional ou extensão acadêmica. Um item bastante comum são as faculdades inconclusas ou abandonadas: pouco acrescentam ao currículo.

5- Evite definir o seu nível de domínio de idiomas apresentando o nível que esta cursando em alguma instituição de ensino de línguas. O domínio de idiomas se dá basicamente em dois âmbitos: a fala e a escrita. E os níveis que interessam para uma empresa são intermediário, avançado ou fluente. Fora disso, é melhor voltar aos bancos escolares ou fazer um intercâmbio.

6- Experiência profissional: item chave de qualquer currículo, aqui é importante descrever as responsabilidades e as realizações dus últimos empregos (redução de custos, aumento de vendas, melhoria de produtividade etc).

7- Evite incluir a pretensão salarial. Se você esta concorrendo a uma vaga com o seu perfil, provavelmente sua expectativa estará alinhada com a da empresa. Deixe que a empresa ou o entrevistador tomem a iniciativa sobre o assunto.

Boa sorte!

 

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

22/01/2012

A visão dos recrutadores da área de e-commerce

Postamos abaixo o artigo de um colega, Mauricio Salvador - sócio diretor da Ecommerce School e importante referência entre profissionais de comércio eletrônico no Brasil - sobre o perfil ideal de candidatos a vagas de e-commerce. Embora seja um artigo de um recrutador voltado para outros recrutadores, acredito que sua leitura traga dicas e insights interessantes para os profissionais da área.
Boa leitura!

“Semanalmente recebo de empresários pedidos de currículos de alunos e ex-alunos dos cursos de e-commerce e mídias sociais de nossa escola para preencherem vagas em empresas de diversos portes.

Analistas e gerentes de e-commerce eram os mais frequentes, mas ultimamente temos recebido muitos pedidos também para vagas de analistas e gerentes de mídias sociais.

Por se tratar de áreas distintas, embora relacionadas, nesse artigo vou manter o foco na contratação de profissionais de e-commerce. Todos que trabalham nessa área sabem da dificuldade de se contratar esse tipo de profissional.

Escuto dizerem com frequencia que “os salários estão inflacionados”. Não concordo. Acho que o profissional de e-commerce deve ser bem remunerado, uma vez que sua atuação é multidisciplinar e suas atribuições estão diretamente ligadas às metas agressivas da empresa, o que exige conhecimentos amplos e pressão constante.

Nada mais justo que remunerar bem quem traz lucros pra empresa. Então aí vão minhas dicas se você quer contratar gente com potencial:

1. Pague um bom salário variável

Profissionais de e-commerce são bons vendedores. Os melhores vendedores que conheço não olharam apenas para o salário fixo na hora da contratação, eles buscam uma remuneração variável agressiva, com bônus compatíveis às metas que precisarão atingir.

Se você quer pagar três mil reais de salário fixo para um profissional que vai vender um milhão de reais por mês, divida os resultados. Não adianta tentar
atraí-los apenas com vale-transporte, tíquete-refeição, plano de saúde e massagem. Eles querem mais! Os melhores vendedores online são ambiciosos, sabem que isso representa uma pequenina parte do bônus.


2. Esqueça a concorrência

Contratar funcionários de empresas concorrentes é uma estratégia tradicional do mercado. O e-commerce não é tradicional. Para você tirar alguém do concorrente, vai ter que pagar mais do que ele recebe atualmente. Sendo assim, por que outro concorrente não poderia tirar essa pessoa de você se pagar mais? Essa estratégia, além de ser cara, traz riscos altos para o negócio e cria um leilão insano no mercado. Se alguém estiver insatisfeito com sua ocupação, vai enviar o currículo pra você, desde que saiba que você está contratando.

3. Procure nos lugares certos

Os sites de currículos são uma ótima fonte de contratação, mas os profissionais de e-commerce não estão lá. Eles estão em fóruns de discussão, comunidades, listas de discussão, redes sociais e eventos.

Use o Twitter, Facebook e Linkedin para saber os grupos dos quais eles participam. Preste atenção nos produtores de conteúdo, blogueiros e tuiteiros. São pessoas antenadas e bem relacionadas que podem te ajudar.

4. Não busque apenas experiência

Forme mão-de-obra e cuide bem dela. Incentive seus funcionários a difundir o conhecimento pela empresa, faça com que as pessoas saibam o que outras as pessoas fazem. Crie um ambiente propício e facilite para que isso aconteça. Faça reuniões frequentes com toda equipe para trocas de experiências. Tome cuidado para deixar todos confortáveis para falar. Grandes talentos em marketing e vendas online podem estar escondidos nas áreas de atendimento ou expedição, por exemplo.

5. Faculdades de renome

Amarradas em grades curriculares aprovadas e reconhecidas pelo MEC, formam muita gente com conhecimentos genéricos. Acredite: o e-commerce não é uma ciência genérica e tampouco reconhecida pelo MEC. Ao invés de olhar para só para faculdade na qual o fulano se formou, preste atenção no perfil da pessoa.

Agende entrevistas com psicólogos, publicitários, administradores, engenheiros e etc, com o mesmo entusiasmo. Busque pessoas com perfil digital e vontade de vencer. Os cursos de formação em e-commerce ainda não são dados nas faculdades.

6. Idade não é problema

Conheço profissionais de diversas idades que são referência em e-commerce no Brasil. Dê oportunidade para quem quer começar ou mudar de área. O estudante recém formado pode trazer energia e conectividade para seu negócio. O profissional com experiência em outras áreas pode trazer serenidade em decisões e estratégias importantes.

Enfim, a tarefa de montar uma equipe vencedora é árdua, mas necessária. Comprometimento e multidisciplinaridade são fundamentais. Busque pessoas que saibam executar várias tarefas ao mesmo tempo. Diferencie ambição de ganância. Mas tome cuidado para não contratar gente que nunca comprou pela Internet. Aí não pode!”

Mauricio Salvador, sócio diretor da www.ecommerceschool.com.br

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

01/01/2012

Ano Novo, um olhar para o futuro de nossas carreiras

Se existe algo aborrecido em relação à passagem de ano são as diversas retrospectivas sobre o ano que se encerra a que somos expostos.

A palavra é auto explicativa: retro significa para trás, portanto retrospectiva significa um olhar para o que passou, para o que já aconteceu, para o que não pode mais ser mudado.

Por alguma razão retrospectivas tendem a focar no que não deu certo. Como que a reforçar erros, falhas ou omissões.

Aprender com nossos erros é importante, porém mais importante é olhar para o que pode dar certo, para o que gostaríamos que acontecesse ou o que gostaríamos de nos tornar.

Assim o Ano Novo também nos lança uma saudável e importante oportunidade: proponho aqui pois, uma prospectiva, ou seja, um olhar para frente!

Um olhar para o futuro, para a história que está por ser escrita. Um importante primeiro passo para nos livrarmos do papel de coadjuvantes e assumirmos o papel de protagonistas de nossa própria vida profissional.

Este é um exercício interessante (e importante) para nossas carreiras: em que tipo de empresa gostaríamos de estar? Em que tipo de função? Com que tipo de desafios? Com que nível de salário? Ou seria um negócio próprio? Uma franquia talvez? Ou quem sabe uma carreira pública onde se adentra por intermédio de um concurso?

A visão do que desejamos vem primeiro. Depois a adequação do sonho à realidade: o que é possível, o que é mais difícil, quais os passos para chegar onde gostaríamos.

Independentemente de religiões, deixo aqui uma velha e conhecida frase, atribuída ao teólogo americano Reinhold Niebuhr, mais do que uma oração, traz embutida grande sabedoria e nos serve como orientação em nossa busca:

Que o Senhor nos traga serenidade para aceitas as coisas que não podemos mudar, coragem para mudar as que podemos, e sabedoria para saber a diferença.

Um feliz 2012 para todos!

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

11/12/2011

Os 7 erros mais comuns na formatação do currículo

A primeira barreira a ser vencida em um processo seletivo é conseguir que o nosso currículo se destaque dos demais, logo na primeira triagem.

O responsável pela seleção precisa passar rapidamente pela grande leva de CVs a sua frente, para de acordo com seus critérios, separar o que considera o joio do trigo.

A primeira informação que observa é o objetivo do candidato, geralmente destacado no topo do documento. Por incrível que pareça, muitos candidatos ainda enviam um currículo padrão, com o mesmo objetivo, para várias vagas diferentes, em empresa diferentes.

Quando um entrevistador olha para o objetivo, busca candidatos que estejam procurando exatamente aquilo que está oferecendo. Portanto se a vaga é para assistente de marketing, um objetivo descrito como relações públicas não é o ideal. Claro que o candidato até poderia desempenhar bem as duas funções, dependendo do seu perfil.

Porém a pilha de CVs a sua frente demanda foco e objetividade do entrevistador. Quem não está com o objetivo adequado tem maiores chances de ficar de fora. É importante fazer pequenos ajustes ao objetivo de nosso currículo, para adequá-lo às nuances que a vaga exige.

Após o objetivo, é importante um currículo claro, bem proporcionado e formatado. Logicamente que, assim como um o conteúdo de um livro é mais importante do que sua capa, o conteúdo de um CV é mais importante que seu lay-out.

Porém não podemos esquecer a atração que uma boa estética exerce sobre os seres humanos. Dentre dois CVs exatamente com o mesmo conteúdo, sendo que um esta bem formatado, de maneira limpa, e outro desgrenhado, o bem formatado irá agradar mais (falaremos sobre conteúdo em um próximo post).

Seguem abaixo os 7 erros mais comuns na formatação do CV:

1- Não dar destaque ao objetivo: deve estar no topo, logo abaixo das informações pessoais, com fonte maior que o resto, e em negrito.

2- Textos centralizados, deixando bordas em ambos os lados, ao sabor do tamanho de cada linha. O texto deve ser alinhado pela esquerda.

3- Utilização de cores. De preferência, apenas preto, com os destaques feitos com negrito ou sublinhado.

4- Currículos com mais de duas páginas de tamanho. O máximo são duas páginas.

5- Falta de espaço entre blocos de informação. Deixe uma linha entre um bloco e outro.

6- Fontes sofisticadas ou em letras cursivas, e com tamanho desproporcional. O ideal é utilizar as básicas Arial ou Verdana, em tamanho 10 ou 11.

7- Separar os assuntos por área: formação acadêmica, experiência profissional, curso complementares, outras atividades etc.

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

10/11/2011

Qual é a sua vocação?

A palavra vocação vem do latim, vocare, que significa chamar.

Portanto a vocação é um chamado. Um chamado para uma atividade, singular e única para cada indivíduo. Um chamado para entrarmos em contato com nossa essência e realizarmos aquilo que acreditamos profundamente que estamos destinados a realizar.

Este chamado pode se materializar através de um trabalho, um ofício, um hobbie, um estilo de vida ou um simplesmente um comportamento.

Encontrar este chamado único e dedicar-se a ele de corpo e alma traz um sensação de realização, de plenitude e de sentido à vida.

Não se trata de algo fácil de se descobrir. Afinal vivemos em um momento do desenvolvimento da sociedade humana, especialmente a ocidental, em que todos são preparados desde cedo para ocupar seu posto em uma empresa, a ganhar dinheiro para se sustentar e construir um patrimônio. Estas são as regras básicas do jogo, as quais precisamos respeitar.

Neste caminho somos instruidos por nossos pais, imbuídos da maior das boas vontades, de que o importante é estudar e ir bem na escola, para obtermos um bom emprego e garantirmos o futuro.
Não há muito espaço para dons artísticos, para o sentimento, para a emoção ou para a intuição.

Vivemos a síndrome do "você tem que ser médico, engenheiro ou advogado". São profissões que podem ser muito gratificantes para alguns, mas certamente não para todos.

Aliado a isto vivemos a era do consumismo. O que sustenta esta grande bicicleta que não pode parar de ser pedalada, chamada de sociedade capitalista, é o consumo. Este oceano de mensagens de marketing em que vivemos submersos nos convence, todos os dias, de que ser feliz é ser um consumidor realizado. Porém logo percebermos que o consumo é uma realização vazia. A felicidade trazida por um carro novo, um celular novo, uma roupa nova é fugaz e se dissipa rapidamente, deixando em seu lugar um vazio, um vazio que acreditamos que precisa ser preenchido por algum outro produto ou serviço.

O que pode nos trazer uma realização real, concreta e duradoura é encontrarmos nossa vocação.

 E como descobrir qual minha vocação?

O primeiro passo é acreditar que cada ser humano nasce com esta vocação.  Acreditar que você carrega a sua ai dentro, em algum lugar.

O segundo passo é deixar-se levar pelo assunto, pela emoção, pela sensação. Despir-se de auto críticas, das bagagens e dos sonhos de terceiros que costumamos carregar como se fossem nossos.

É dar a chance para que esta força interna adormecida, comece devagarinho a sair do estado de hibernação e possa, aos poucos, acordar, se espreguiçar, olhar ao redor e a se manifestar de forma mais presente e real, nos permitindo então alterar não apenas a nossa existência, mas também a existência dos que conosco convivem.

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

30/10/2011

Liderar é saber servir

Recebemos de uma leitora a seguinte pergunta:

Trabalho há 2 anos na mesma empresa, meu gerente é muito amigável, compreensivo e bacana com a equipe. Ensina de maneira geral o que cada um deve fazer e depois nos dá autonomia para seguir, sem cobranças. Apesar do bom clima não sei bem se estou realizando minhas atribuições corretamente, e também me incomoda não saber se tenho chances de desenvolver carreira na empresa. O que está acontecendo? Devo falar com o meu chefe a respeito?

O que você descreve tem os ingredientes de um chefe e um trabalho perfeito, do ponto de vista de muitos profissionais. Saber o que fazer e poder tocar o seu dia a dia sem maiores cobranças pode ser muito atraente. Porém nem apenas de tranquilidade vive o ser humano.

Seu questionamento mostra que apesar do ambiente, falta alguma coisa. E esta alguma coisa chama-se desafio. Desafio para que você possa ser convidada a sair da natural zona de conforto que ronda o ser humano. Para que possa tentar, errar, tentar novamente e acertar. Aprender durante o caminho, galgar novos patamares e alcançar objetivos que você nem mesmo sabia que seria capaz. E encontrar a auto realização e o crescimento profissional.

E quem deve trazer este desafio a você é o seu chefe, que mostra sinais de que precisa deixar de ser apenas um chefe bonzinho  e passar a ser um líder. Um líder que convida os outros a colaborar. Que convida sua equipe a partilhar um sonho, uma visão, a acreditar que o grupo tem a coragem e o poder de chegar a novos lugares. Que sozinhos chegamos mais rápido, mas juntos chegamos mais longe.

O verdadeiro líder trabalha pela estrutura e pela equipe, orientando, dando feedback, motivando, desafiando, impondo metas ambiciosas, fazendo a equipe se auto superar, de forma a perceber que o limite pode ser superado de uma forma mais ambiciosa.

Isto traz uma imensa sensação de superação e auto realização. E é exatamente isto que está faltando ao ambiente profissional de nossa leitora.


Liderar na realidade significa saber servir!

E você, enxerga um líder no seu chefe atual?

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

06/10/2011

Steve Jobs, o sucesso na simplicidade

Por mais que a realidade insistisse em se mostrar aos poucos nas notícias, nas entrelinhas, nas fotos, era difícil de acreditar que Steve Jobs nos deixaria tão cedo.

Jobs não foi um inventor, mas uma modificador da realidade. Sua capacidade de enxergar opções mais modernas, bonitas, eficientes, práticas e ousadas onde a grande maioria enxergava apenas o comum foi o que criou a Apple e seus lendários produtos.

Quando todos enxergavam computadores como algo destinado a habitar os escritórios das corporações, Jobs enxergou uma ferramenta que habitaria a casa das pessoas, fazendo parte de sua vida e de seu dia a dia.

Enquanto as empresas de tecnologia ficavam satisfeitas com a capacidade de processamento de informações de seus computadores, Jobs nos legou a elegância, a estabilidade, o refinamento, o bom gosto e a praticidade do Mac.

Quando o mundo falava no futuro da música com o advento do MP3, comentava sobre a evolução do design dos celulares cada vez mais finos e debatia formas alternativas de acesso à internet, Jobs nos brindou com o iPhone que unia pela primeira vez um tocador de música, em um celular, e com acesso à internet!

Acima de tudo, Jobs vislumbrou o computador doméstico como a central para onde convergiria o entretenimento e a diversão das famílias: fotos, música, internet, filmes, leitura de livros, comunicação com os amigos...e acabou seguido por todos, de clientes a concorrentes!

Escrevo estas linhas nas teclas de um Mac, envolto na elaboração deste luto, mas ao mesmo tempo renovado pelos ensinamentos que ficam e nos inspiram.

O grande legado que Steve Jobs deixa a nós profissionais é nos dedicarmos ao que fazemos com paixão. É olharmos para o ordinário e o comum com atenção suficiente para percebermos caminhos, tendências e soluções onde ninguém mais enxergou.

Exige treinamento e dedicação mas com o tempo pode se tornar tão simples como a silhueta de uma maçã com uma mordida na ponta...

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui


18/09/2011

Como pedir um aumento de salário

Recebemos a seguinte pergunta de um internauta que acompanha o blog:

Faz 3 anos que estou na mesma posição e achei que seria o momento de pedir aumento de salário pois até agora tive apenas os reajustes ocasionados pelos dissídios da categoria. Procurei meu chefe em um dia em que julguei que ele estava mais tranqüilo, mencionei a ele minha insatisfação com meu salário, comentei sobre o custo de vida e as dificuldades em arcar com minhas obrigações financeiras.

Para minha surpresa, apesar de julgar que faço um bom trabalho, meu pedido não foi atendido sob justificativa de que aquele não era o momento. Pergunto: qual seria então o momento de pedir um reajuste?

Pela informação recebida nosso leitor sente que está realizando um bom trabalho, e provavelmente está, o que justificaria uma conversa sobre salário. A questão aqui não parece ser o melhor momento mas sim a melhor forma de abordar o assunto.

Ao procurar o chefe com uma abordagem em que expões sua insatisfação, além de misturar questões financeiras pessoais, que embora sejam importantes na vida de todos nós, não devem ser misturadas ou trazidas para o ambiente profissional, muito menos em um pedido de aumento, o leitor utilizou uma forma incorreta de abordagem

O ideal para este assunto é trazê-lo de uma maneira positiva, sem conflitos, sem insatisfações, algo como perguntar ao chefe, o que posso fazer para aumentar minha contribuição para o departamento e para a empresa de forma a assumir mais responsabilidades e por conseqüência obter um aumento de remuneração?

Note que o objetivo aqui é o mesmo: obter um aumento de salário. Porém da forma como ocorreu, o leitor trouxe um problema para o chefe. Da forma sugerida, traria uma oportunidade para o chefe e para a empresa. E as chances de sucesso seriam bem maiores.

Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

 

27/08/2011

Estamos preparados para um feed-back do recrutador?

Recebemos um pergunta de uma internauta que segue o blog:

Estou em busca de recolocação pois não estou feliz com meu trabalho atual. Porém para os diversos anúncios a que respondo não recebo nenhum retorno, nenhum posicionamento. Não sei nem ao menos se meu currículo foi recebido. Por que isto acontece?

A internauta tem toda a razão. Diversos anúncios em sites de emprego ou mesmo em redes sociais para onde mandamos nosso currículo, em resposta a anúncios de emprego, não nos dão qualquer retorno. O máximo que acontece é recebermos uma resposta automática do servidor de e-mails nos informando que o arquivo foi recebido, e só.

Analisando pelo lado do candidato acho que este falta de retorno é no mínimo falta de educação, para não dizer falta de respeito. Talvez o excesso de currículos, talvez o excesso de afazeres levem a esta tão generalizada prática.

Todavia um entrevistador que dá retorno a um candidato que envia o seu currículo, humaniza a relação, reconhece o ser humano por tras daquele histórico profissional e se possível, ainda aponta as chances de sucesso, ou insucesso, daquele candidato para a vaga. Se bem conduzido, um simples retorno a um candidato pode ser muito pedagógico em relação a como o seu perfil anda em relação às necessidades do mercado.

Analisando pelo lado do recrutador, confesso que me pego muitas vezes aborrecido com a quantidade de currículos absolutamente sem o perfil exigido para determinada vaga. Este tipo de ocorrência é tão frequente que diversos sites de empregos criaram perguntas eliminatórias para quem pretende encaminhar um CV para uma vaga: Você tem inglês fluente? Sim ou não? Você tem experiência em determinada atividade? Sim ou não.

Neste instante muitos podem estar pensando, puxa, mas como conseguir experiência se não me dão uma chance? A resposta é simples. Começando pelo começo, de baixo, pelo nível de entrada, como a maioria de nós.

Recentemente anunciei uma vaga que exigia experiência de 4 anos em determinado segmento de mercado. Em respeito aos possíveis interessados e buscando humanizar a relação, publiquei o meu e-mail para receber diretamente os currículos. Para cada CV que recebia, fazia uma avaliação cuidadosa e, ou chamava o candidato para uma entrevista, ou informava que a experiência apresentada não estava em linha com o que era solicitado. Para minha surpresa, cerca de 30% dos candidatos que não tinham experiência para quem respondi retornaram ao e-mail em tom  indignado por não terem ao menos uma chance de apresentarem pessoalmente o seu potencial.

Neste momento é importante lembrar que o mercado é implacável e imediatista: na maioria dos casos, não existe tempo para lapidar diamantes brutos: o candidato já tem que assumir a vaga em condições de produzir.
De qualquer forma acho que todos os CVs devem ser respondidos pelos recrutadores.

E aqui fica uma alerta aos candidatos: por mais potencial que se tenha, não é recomendável contestar o retorno ou a avaliação preliminar de um recrutador. Além de não resolver a questão, pode criar um conflito desnecessário que apenas afasta ainda mais o candidato daquela empresa.


Veja seleções abertas e notícias sobre desenvolvimento de carreiras no UOL Empregos. Clique aqui

 

 


Ver mensagens anteriores: 06/05/2012 a 12/05/2012 22/04/2012 a 28/04/2012 08/04/2012 a 14/04/2012 18/03/2012 a 24/03/2012 11/03/2012 a 17/03/2012 19/02/2012 a 25/02/2012 05/02/2012 a 11/02/2012 22/01/2012 a 28/01/2012 01/01/2012 a 07/01/2012 11/12/2011 a 17/12/2011 06/11/2011 a 12/11/2011 30/10/2011 a 05/11/2011 02/10/2011 a 08/10/2011 18/09/2011 a 24/09/2011 21/08/2011 a 27/08/2011 07/08/2011 a 13/08/2011 17/07/2011 a 23/07/2011 26/06/2011 a 02/07/2011 19/06/2011 a 25/06/2011 22/05/2011 a 28/05/2011 08/05/2011 a 14/05/2011 01/05/2011 a 07/05/2011 24/04/2011 a 30/04/2011 10/04/2011 a 16/04/2011 20/03/2011 a 26/03/2011 13/03/2011 a 19/03/2011 27/02/2011 a 05/03/2011 20/02/2011 a 26/02/2011 12/12/2010 a 18/12/2010 05/12/2010 a 11/12/2010 28/11/2010 a 04/12/2010 21/11/2010 a 27/11/2010 14/11/2010 a 20/11/2010 07/11/2010 a 13/11/2010 08/08/2010 a 14/08/2010 27/06/2010 a 03/07/2010 09/05/2010 a 15/05/2010 11/04/2010 a 17/04/2010 28/03/2010 a 03/04/2010 28/02/2010 a 06/03/2010 21/02/2010 a 27/02/2010 07/02/2010 a 13/02/2010 31/01/2010 a 06/02/2010 24/01/2010 a 30/01/2010 17/01/2010 a 23/01/2010 10/01/2010 a 16/01/2010 20/12/2009 a 26/12/2009 29/11/2009 a 05/12/2009 22/11/2009 a 28/11/2009 15/11/2009 a 21/11/2009 08/11/2009 a 14/11/2009 01/11/2009 a 07/11/2009 25/10/2009 a 31/10/2009 18/10/2009 a 24/10/2009 11/10/2009 a 17/10/2009 04/10/2009 a 10/10/2009 27/09/2009 a 03/10/2009 20/09/2009 a 26/09/2009 13/09/2009 a 19/09/2009 30/08/2009 a 05/09/2009 23/08/2009 a 29/08/2009 16/08/2009 a 22/08/2009 09/08/2009 a 15/08/2009 02/08/2009 a 08/08/2009 26/07/2009 a 01/08/2009 19/07/2009 a 25/07/2009 12/07/2009 a 18/07/2009 05/07/2009 a 11/07/2009 28/06/2009 a 04/07/2009 14/06/2009 a 20/06/2009 07/06/2009 a 13/06/2009 31/05/2009 a 06/06/2009 24/05/2009 a 30/05/2009 17/05/2009 a 23/05/2009 10/05/2009 a 16/05/2009 03/05/2009 a 09/05/2009 26/04/2009 a 02/05/2009 19/04/2009 a 25/04/2009 12/04/2009 a 18/04/2009 05/04/2009 a 11/04/2009 29/03/2009 a 04/04/2009 22/03/2009 a 28/03/2009 15/03/2009 a 21/03/2009 08/03/2009 a 14/03/2009 01/03/2009 a 07/03/2009 22/02/2009 a 28/02/2009 15/02/2009 a 21/02/2009 08/02/2009 a 14/02/2009 01/02/2009 a 07/02/2009 25/01/2009 a 31/01/2009 18/01/2009 a 24/01/2009 11/01/2009 a 17/01/2009 04/01/2009 a 10/01/2009 28/12/2008 a 03/01/2009 21/12/2008 a 27/12/2008 14/12/2008 a 20/12/2008 07/12/2008 a 13/12/2008 30/11/2008 a 06/12/2008 09/11/2008 a 15/11/2008

Sobre o autor

Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.

Sobre o blog

A experiência e a proximidade de Caldeira com candidatos, suas dúvidas, seus questionamentos e seu comportamento durante as entrevistas, estão traduzidos nesta orientação passo a passo na busca por um emprego, com inúmeras dicas e sugestões, de forma a transformar algo normalmente árduo e demorado em algo planejado, rápido e efetivo!

Busca

Histórico



UOL Blog

Acompanhe este
blog pelo Twitter


UOL Blog