06/11/2009

O que um recrutador não deve fazer

Um leitor do blog nos faz a seguinte pergunta: “Sempre lemos matérias sobre como nos portar em uma entrevista mas nunca sobre como o entrevistador deve se portar”.
Caro internauta, você levanta um ponto bem interessante. O caminho que trilhamos em nossa busca pela tão sonhada vaga de emprego invariavelmente passa pela figura do entrevistador. Uma entidade poderosa, quase que divina, com poder de decidir sobre algo que nos é tão caro: nosso emprego e o salário que nos sustenta. Ao nos depararmos com o entrevistador é natural que o tratemos com grande respeito. Porém o reverso da moeda também é importante: ele esta nos tratando com o devido respeito? Sei que na hora de concorrer a uma vaga tendemos a relevar algumas coisas pensando em nosso objetivo maior. Mas o recrutador também deve se pautar pelo respeito: ele nunca deve discriminar um candidato de acordo com sua idade, seu sexo, estado civil, raça, religião ou presença de deficiência. Também não deve cruzar a fronteira que separa informações profissionais de informações pessoais relevantes: tudo bem perguntar com quem mora, que hobbies o candidato possui ou o que gosta de fazer durante seu tempo livre. E só. Também deve estar no rol de um bom recrutador dar um feed-back sobre o candidato e suas chances no processo ao final da entrevista. E por fim, não apenas informar aos candidatos sobre o prazo para encerramento do processo como também informar a todos quando do término da seleção. É difícil chegar a uma etapa avançada dentro de um processo de seleção e desistir por não concordar com o recrutador. Mas a postura do recrutador pode nos dar sinais claros da filosofia de trabalho de uma empresa, o que nos faz pensar: até que ponto estamos dispostos a nos sacrificar por uma vaga em uma empresa com um filosofia de trabalho tão diferente da nossa?
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29/10/2009

Como enfrentar adequadamente uma redação no processo seletivo?

Recebemos o seguinte questionamento de uma internauta: "Costumo ter dificuldades  e demorar um pouco para fazer a tal redação 'Quem sou eu'. As palavras 'somem' e geralmente sou a última a entregar. Isso me faz perder pontos no processo?"
Cara leitora,
Desde os tempos da escola deparar-se com uma folha em branco a ser preenchida por uma redação é algo que incomoda muitas pessoas. O que escrever? Onde buscar inspiração? O que será que o avaliador procura exatamente? Terei criatividade suficiente? A situação ficava ainda mais complicada quando o tema era livre, embora alguns temas pré-definidos também fossem bastante desafiadores. Lembro-me até hoje do tema da redação que encarei durante o vestibular para administração de empresas que enfrentei 25 anos atrás: “Sempre é mais fácil ancorar um navio no espaço”. Após quarenta minutos de sofrimento nunca soube se fui bem ou mal: o fato é que entrei na faculdade. Voltando à questão que recebemos, o que fazer quando a redação é solicitada durante um processo seletivo? Bem, comparando com as redações escolares que valiam nota no boletim a situação aqui é bem mais simples. Em primeiro lugar um entrevistador avalia uma série de fatores para contratar um funcionário. E a não ser que o processo de seleção seja para uma vaga de jornalista, o peso da redação é muito baixo na avaliação geral. Basta não fazer nenhuma grande bobagem e este quesito estará resolvido. O que o entrevistador procura em primeiro lugar é experiência na vaga solicitada. Em segundo lugar requisitos importantes para um bom desempenho na vaga como cursos técnicos específicos ou conhecimentos de idiomas. Em terceiro lugar características pessoais e profissionais, além de competências desejáveis de acordo com a cultura da empresa. E por fim alguns testes, como redações, destinados mais a eliminar um desempenho medíocre do que servir como item fundamental na contratação. E o que devemos fazer para produzir um redação adequada? Em primeiro lugar, uma redação deve ter começo, meio e fim. Em segundo, no caso do tema proposto, você estará falando sobre você, algo que conhece melhor do que ninguém. Mas de você enquanto cidadão e profissional. Qual sua preparação profissional e acadêmica até aqui, qual o direcionamento que você tem dado a sua carreira, quais seus objetivos pessoais e profissionais, um resumo de suas qualidades profissionais, e que tipo de contribuição você pode trazer para qualquer empresa. Em relação a sua vida particular, não é necessário entrar em detalhes pessoais, apenas mencione itens como viagens, trabalhos voluntários, descreva brevemente a família e algum hobby importante. Evite temas polêmicos como futebol, religião ou política. Tampouco fale mal de empregos anteriores. Uma ortografia razoável é importante: estando longe do corretor de texto nosso de cada dia é bom evitar sofisticações desnecessárias. Na dúvida mude a palavra para não errar na ortografia. E relembrado nossos hoje estimados professores de outrora, releia sua redação antes de entregá-la. E boa sorte!
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25/10/2009

Experiência internacional ao alcance de todos

Muito se ouve falar em experiência internacional e sua importância para a carreira de qualquer profissional. O estreitamento do comércio internacional, as facilidades cada dia maiores de comunicação e o acesso ilimitado a informação na internet tornam o mundo cada dia menor. Novas empresas desembarcam em nosso país todas as semanas para iniciar operações, e as que aqui estão relacionam-se cada vez mais com empresas no exterior. Neste contexto torna-se fundamental para um bom desenvolvimento de nossas carreiras que tenhamos um bom domínio de um idioma estrangeiro. De preferência o inglês. E vamos além: passar alguns meses no exterior também traz uma série de aquisições pessoais: adquirimos mais flexibilidade, independência, maturidade, conhecemos de perto outra cultura, aprendemos a olhar nosso próprio país e cultura de maneira diferente e, principalmente, nos tornamos mais tolerantes. Todas estas aquisições nos tornam pessoas e profissionais melhores, mais aptos a lidar com um mercado de trabalho internacionalizado. Hoje existem programas organizados por agências de intercâmbio no Brasil que permitem a jovens e recém formados trabalhar no exterior de maneira legal e temporária. Gostaria de abordar hoje o Au Pair, programa que permite a moças de 18 a 26 anos morar durante um ano nos EUA com uma família americana, ajudando a cuidar das crianças e estudando. O trabalho é remunerado, inclui bolsa de estudos e possui regras definidas pelo governo americano. Por ser subsidiado em grande parte pela família americana o custo para as candidatas é muito baixo. Quem quiser mais informações pode visitar este blog, a maior referência no assunto hoje no país: www.aupairis.com.
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18/10/2009

Quando é interessante ao profissional pagar pedágio

Dentre os questionamentos que recebemos de internautas, dois grupos chamam a atenção pela quantidade com que ocorrem e pela aparente dificuldade em resolver a situação. O primeiro grupo é o dos profissionais que possuíam um emprego de nível hierárquico médio ou alto, com boa remuneração, mas ficaram desempregados. Em muitos casos passam meses obcecados em voltar ao mercado de trabalho em uma vaga com o mesmo nível hierárquico e salário que possuíam antes. O segundo grupo é o dos profissionais que passam uns poucos anos em sua área de formação para então se dar conta de que não era a área que queriam. Retomam a vida acadêmica, formam-se em outra área e procuram adentrar o mercado de trabalho nesta sua nova área. Porém com pressa e ansiedade para recuperar o tempo perdido acabam recusando vagas que consideram ser de nível muito baixo.
Em ambos os casos existe uma alternativa, chamada informalmente de “pagar pedágio”, que não parece interessante no curto prazo mas que quando realizada de maneira planejada e paciente pode trazer resultados muito positivos para a carreira. Esta estratégia consiste em aceitar uma vaga em um nível inferior ao que o profissional se encontrava em seu último emprego. No caso o pedágio a ser pago é perder em nível hierárquico e em remuneração no curto prazo, para então se recuperar aos poucos e no médio prazo atingir o nível que deseja.
No caso do profissional que perdeu o emprego com nível elevado, o pedágio faz com que volte para o mercado de maneira mais rápida, continue na ativa apesar da menor remuneração, trabalhando para galgar um patamar melhor.
No caso do profissional que decide mudar de área, o pedágio lhe permite adquirir experiência nesta nova área e também aos poucos subir na nova empresa.
Acredito que em nossa vida pessoal ou profissional existem ocasiões em que vale a pena ceder no curto prazo para garantir uma situação melhor no médio prazo.
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14/10/2009

Emprego no Brasil cresce pelo oitavo mês consecutivo

O Ministério do Trabalho divulgou nesta quarte-feira, 14 de outubro, dados levantados pelo sistema de Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que dão conta de que o emprego formal cresceu pelo oitavo mês consecutivo no Brasil. Ou seja, desde fevereiro de 2009 o saldo entre pessoas contratadas e pessoas demitidas no Brasil é positivo. Clique aqui para ler o artigo. Qual sua opinião, você tem sentido que a oferta de empregos está melhorando mesmo? Comente.
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09/10/2009

Devo incluir pretensão salarial no currículo?

Este é um tema que suscita debates. Afinal, o salário é uma das principais razões pelas quais as pessoas trabalham. Para muitos a principal razão. Tenho visto diversos sites que orientam candidatos em busca de emprego que determinam que a pretensão salarial deve constar no currículo. Porém vamos olhar a questão com mais cuidado. Se colocarmos a pretensão salarial no currículo e ela for mais alta do que o salário que a empresa pretende pagar para determinada vaga, corremos o risco de ser classificados de antemão como “caros” pela empresa e nem sermos chamados para a entrevista. Se para nos defendermos deste possível pré-julgamento colocarmos uma pretensão salarial mais baixa do que realmente queremos ou valemos, corremos o risco de acabar sendo contratados por um salário inferior ao que a empresa pretendia pagar pela vaga (nos dias de hoje até que não seria tão má alternativa, afinal é melhor um pássaro na mão do que dois voando)! A outra opção seria colocarmos que a pretensão salarial é “a combinar”. Esta acredito ser a pior alternativa pois nenhum entrevistador deseja entrar em um debate ou negociação com um candidato sobre salário, além desta informação ser redundante: não existe emprego sem salário e mais cedo ou mais tarde o assunto será trazido pelo empregador. Além disto, se houver espaço para pagar mais ou menos ao candidato de acordo com sua experiência, o empregador estará ciente de que há este espaço para negociação, portanto não precisamos informá-lo sobre isto. A melhor alternativa aqui é omitir este assunto do nosso currículo e nos concentrarmos no que realmente importa aos olhos do entrevistador: nossa experiência profissional, experiência acadêmica e principalmente nossas realizações.
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01/10/2009

Entrevista: "por que devemos contratar você para esta vaga?"

Recebemos de um internauta que acompanha o blog a seguinte dúvida:

"Gostaria de saber o que responder em uma entrevista quando o entrevistador faz a seguinte pergunta: por que você acha que devemos contratar você para esta vaga?" Esta é um excelente pergunta pois nos remete a uma auto análise bastante interessante. Os pontos relevantes na avaliação de um candidato para um determinado cargo são em primeiro lugar a experiência profissional. Em seguida vêm bagagem acadêmica (nem sempre fundamental para se obter um cargo) e perfil pessoal, que engloba características de personalidade e competências profissionais. Portanto o que o entrevistador busca ao fazer esta pergunta é ouvir do próprio candidato que ele tem o perfil exigido para o cargo, dentro dos pontos que acabamos de elencar. E de quebra ainda avaliar o poder de argumentação do candidato quando tenta vender o seu peixe. Um exemplo de resposta a esta pergunta seria: "acredito ser o profissional ideal para esta vaga pois possuo experiência relevante na função e no segmento de atuação da empresa, falo inglês fluentemente, sou auto motivado, voltado para resultados e tenho extrema facilidade para trabalhar em equipe". E cá entre nós, não custa valorizar e empresa neste momento, portanto finalizaria a declaração com a seguinte frase: "Além disto sempre admirei esta empresa e me sentirei muito orgulhoso em poder fazer parte de sua equipe!
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25/09/2009

Marketing de guerrilha para conseguir uma entrevista

 

Muito se fala sobre carreira, relações no trabalho e comportamento na entrevista. Porém o grande desafio que se abate sobre os candidatos é como conseguir uma entrevista. Recebemos mensagens de internautas que deixam clara sua frustração em distribuir seu currículo por ai e, além de não serem chamados para uma entrevista, nem ao menos recebem retorno do RH para dizer a quantas anda o processo de seleção. Infelizmente a realidade é esta.
Estatísticas apontam que 70% das vagas são preenchidas por indicação. Já nas que são preenchidas por um processo de seleção aberto ao público, apenas 15% dos candidatos que enviam um CV são chamados para uma entrevista. Nesta hora a matemática deixa de ser fria e se torna gelada. Como lidar com estatísticas tão desfavoráveis e conseguir um emprego? Vamos olhar a questão sob um outro ângulo: atualmente cerca de 8% da população economicamente ativa está desempregada no Brasil. De maneira simplificada isto significa que a cada doze pessoas, uma está desempregada, ou seja, a cada doze pessoas, onze estão trabalhando. Como adentrar este grupo dos empregados?
Sugiro o emprego do marketing de guerrilha para obter sua entrevista. Marketing de guerrilha é o termo que batiza uma filosofia descrita pelo consultor norte americano Jay Conrad Levinson. Em um mundo em que apenas um punhado do total de empresas tem tamanho suficiente para sustentar planos de marketing milionários, para a grande base da pirâmide, formada pelas milhares de pequenas empresas, resta recorrer ao marketing de guerrilha, ou seja, recorrer a outros recursos não financeiros para prosperarem: devem investir em tempo, energia e criatividade. Ouso aqui tomar emprestada esta filosofia para nos ajudar a conseguir uma entrevista de emprego. Sugestão: realize uma ação corpo a corpo com os entrevistadores, evitando que seu CV caia no limbo dos currículos esquecidos. Vamos ser notados pelos entrevistadores, acessando-os diretamente.
- Faça uma lista das empresas em que gostaria de trabalhar, ligue para elas e diga que gostaria do nome do responsável pelo RH pois deseja mandar uma correspondência. Em muitos casos você obterá este nome. Envie seu CV com uma carta de apresentação pelo correio. Uma semana depois ligue, fale com o responsável pelo RH e se coloque a disposição para uma entrevista pessoal.
- Cadastre-se no www.LinkeIn.com e faça uma busca dentro desta rede por profissionais de empresas em que gostaria de trabalhar. Envie uma mensagem para eles perguntando o nome do responsável pelo RH daquela empresa.
- Em uma cidade como São Paulo ocorrem cerca de 10 feiras e exposições por dia. Em cada feira existem dezenas de empresas expondo seus produtos ou serviços. Sempre há profissionais destas empresas presentes nos stands. Com uma abordagem educada você poderá obter o contato do responsável pelo RH de cada empresa. Seguem três sites para consulta de feiras, escolha as que sejam de sua área de interesse e compareça munido de CVs , caneta e bloco de notas: www.anhembi.com.br; www.acontecaeventos.com.br; www.quetalviajar.com.br.
Mãos a obra e boa sorte!
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21/09/2009

Não deixe que a comunicação não verbal atrapalhe sua entrevista

A comunicação entre as pessoas ocorre em dois níveis, o verbal e o gestual. Não nos comunicamos apenas por meio de palavras e da entonação de nossa voz, mas também por meio de nossa postura física e de nossos gestos. E inconscientemente todos nós somos treinados, desde pequenos, a ler e a interpretar estes sinais não verbais que nossos interlocutores emitem durante uma conversa. Isto se torna ainda mais importante quando participamos de uma entrevista para emprego. O entrevistador busca, durante o breve espaço de tempo de uma entrevista, sinais que o ajudem a traçar o perfil o mais exato possível daquele candidato. E é neste instante que a comunicação corporal se torna uma importante e abundante fonte de informações para o entrevistador, ao emitir sinais, todos eles observados por ele, que podem ajudar ou atrapalhar o candidato. Vamos então aos principais pontos que o candidato deve observar:

- O primeiro contato: ao ser cumprimentado pelo entrevistador ainda na recepção você deve levantar-se, olhar nos lhos do entrevistador, sorrir e apresentar um aperto de mão firme. Um aperto de mão frouxo pode dar sinais de insegurança ou falta de entusiasmo.
- Você deve sentar-se para a entrevista com uma postura ereta, com as mãos no colo ou no máximo com os punhos apoiados sobre a mesa do entrevistador (isto demonstra interesse).
- Procure olhar frequentemente para os olhos do entrevistador, sem adotar uma postura fixa e sem encarar, mas mostrar que está interessado e que não tem medo de olhar nos olhos do interlocutor.
- A gesticulação é uma parte importante da comunicação e deve ser utilizada, mas de maneira parcimoniosa, sem exageros.
- Controle a tentação e evite ficar olhando ao redor da sala ou para os papeis sobre a mesa do entrevistador.
- Jamais apoie o queixo nas mãos. Isto ocorre com certa frequência em entrevistas e pode denotar falta de interesse, aborrecimento, além de não ser uma postura adequada no ambiente profissional.
- Procure adotar uma postura positiva, de concordância e colaborativa (obviamente desde que esteja concordando com os rumos da conversa).
- Evite demonstrar sinais de nervosismo explícitos como sacudir a perna, bater o pé e outros que tais.
- Sorria sempre que possível: pessoas contratam pessoas de quem gostam, portanto a empatia deste primeiro encontro tem um peso grande na decisão.
- Se estiver com uma pasta, maleta ou bolsa, coloque-a na cadeira ao lado. Não permaneça com ela no colo durante a entrevista. Isto dá a impressão de que o candidato, ao chegar, já está pronto para ir embora. Demonstre tranqüilidade e disponibilidade.
A comunicação não verbal pode ser uma armadilha quando não estamos preparados para ela. Mas saber que ela existe e adotar uma postura mais tranqüila, firme e de colaboração contará muitos pontos a nosso favor durante uma entrevista!
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16/09/2009

Itens que o candidato não pode deixar de perguntar em uma entrevista

Uma entrevista de emprego é encarada por muitos candidatos como um evento em que eles se colocam a inteira disposição do entrevistador para serem bombardeados por perguntas, testes e mais entrevistas. Quase como se aquilo fosse um paredão de fuzilamento em que o candidato tem que absorver tudo, de todos, vindo de todos os lados, de maneira profissional, tranqüila e sem perder a compostura e o equilíbrio. E os candidatos estão certos; uma entrevista é isto mesmo. Mas não é apenas isto. Uma entrevista é um evento de mão dupla. Os interessados na vaga estão ali para mostrar o que têm de melhor e como poderão contribuir de maneira inequívoca para o sucesso da empresa. Porém esta é uma oportunidade única para descobrir o que a empresa tem de bom a oferecer aos seus colaboradores também. Por isso é importante fazer algumas perguntas ao entrevistador para ajudar a entender da forma mais clara possível onde é que o candidato estará amarrando o seu burro nos próximos anos. Perguntas como “esta empresa oferece plano de carreira”? Ou “quais os critérios levados em conta para a promoção dentro desta empresa”? Ainda, “qual o perfil dos funcionários que desenvolvem uma carreira de sucesso dentro desta empresa”? O objetivo aqui não é colocar o entrevistador na parede nem pressiona-lo, mas sim transformar a entrevista em uma oportunidade para que você também forme uma opinião sobre a empresa e tenha expectativas realistas sobre o que esperar deste possível futuro relacionamento. O alinhamento de expectativas é um item fundamental para o sucesso de qualquer relacionamento: quando cada parte sabe o que esperar da outra de forma clara, aquele relacionamento, no caso o de emprego, tem muito mais chances de frutificar.

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04/09/2009

O que esperar de sites de empregos

Frequentemente recebemos questões de internautas frustrados com os resultados obtidos com os serviços de sites de empregos. Já fui usuário destas ferramentas e também já me senti frustrado. Recentemente tive acesso ao reverso da moeda e compreendi as frustrações que também podem acometer a quem contrata utilizando estas ferramentas. Ter sido usuário nas duas pontas, procurando emprego e procurando mão de obra, me possibilitou ver este sistema de uma maneira mais completa.

Na busca de emprego as deficiências que percebi foram as seguintes:
- Poucas ofertas de empregos exatamente com o perfil que determinei;
- Ofertas de empregos com perfil diferente do que escolhi;

- Absoluta falta de resposta de empregadores anunciando o recebimento de meu CV ou informando sobre o andamento do processo do qual participei;

- Um número razoável de oportunidades recebidas, poucas entrevistas geradas, para vagas em empresas que não eram exatamente o que eu procurava.

Na busca de mão de obra estes foram os pontos em que houve falhas:
- Processos excessivamente burocráticos e com diversas etapas para cadastrar uma vaga;
- Recebimento de CVs com perfil e/ou experiência diferente da solicitada – em parte devido à seleção automática falha dos sistemas, em parte devido ao cadastramento dúbio de alguns candidatos (ex: objetivo vaga em vendas e financeiro - áreas de perfil incompatível) e em parte devido à candidatos que na ânsia de enviar seu CV a uma vaga alegam ter experiência que de fato não têm;
- Recebimento de diversos CVs no período inicial de utilização, com redução drástica dos recebimentos após a primeira semana;
- Muitos currículos recebidos com poucas entrevistas geradas, com candidatos que não possuíam exatamente o perfil.

Conclusão:
Fica claro que há ajustes a serem feitos no matching (seleção e adequação) dos CVs às vagas e vice-versa. Uma relação de emprego leva em conta tanto variáveis mais tangíveis, como experiência profissional e acadêmica, quanto variáveis menos tangíveis como objetivos profissionais, personalidade, auto motivação e foco em resultados. E um sistema que faz a adequação de objetivos de um lado, com as expectativas do outro, pode ter dificuldades para promover encontros de partes que partilhem dos mesmos objetivos.

Portanto continuamos recomendando – nesta ordem - divulgação através de sua rede de relacionamentos, e-mails diretamente para os tomadores de decisão nas empresas em que você gostaria de trabalhar (veja aqui como fazer isto), o trabalhe conosco dos sites das empresas e por fim empresas de recolocação (as sérias que não cobram antecipadamente pela vaga dos seus sonhos).
Quanto aos sites de empregos, considere-os como aquela festa que você sabe que tem que ir mas não sabe que roupa usar. Continue a divulgar seu CV nestes sites (desde que gratuitos ou a um custo que seja conveniente para você). As quantidades astronômicas de vagas oferecidas por eles sempre representam uma chance a mais de ser recolocado. Lembrando-se sempre de procurar definir exatamente qual é o seu foco e quais são seus objetivos, de forma a aprimorar a mira para aquilo que você quer atingir e melhorar suas chances de ser contratado.
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27/08/2009

Como abordar no CV período parado por doença?

Recebemos a seguinte questão de uma internauta que acompanha o blog: “Posso comentar no CV ou na entrevista por que fiquei parada, sem trabalhar? No meu caso, foi por motivo de doença, um câncer.”

Cara Internauta, comentamos recentemente o impacto negativo que pode gerar um CV no qual o candidato apresenta diversos empregos em pouco tempo. Este tipo de informação gera insegurança no entrevistador que precisa apostar e investir em uma contratação que seja, dentro da menor margem de risco, o mais duradoura possível. Naquele caso estávamos nos referindo a extremos, a alguns profissionais que ficaram em média 6 meses em cada emprego, ano após ano. Porém existem exceções, como o seu caso, em que você enfrentou um grave revés em sua vida pessoal e precisou afastar-se por algum tempo de sua trajetória profissional. Nesta situação eu evitaria comentar isto diretamente no CV. Porém a abordagem vai depender de quanto tempo você ficou parada. Se foi até um ano, não será algo que vá chamar muito a atenção do entrevistador, é natural pessoas saírem em cortes de quadros e demorarem alguns meses para se recolocarem. Caso sua ausência tenha excedido um ano, sugiro que você não diga nada no CV, mas inclua em sua carta de apresentação um parágrafo em que menciona que durante determinado período ausentou-se para se dedicar a questões pessoais. Na hora da entrevista, caso seja questionada, conte de maneira sucinta o que aconteceu. E bola para frente porque você é uma batalhadora: já enfrentou um dos mais difíceis desafios que um ser humano pode enfrentar e o superou. Daqui para frente o resto é bem mais fácil! Boa sorte!

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21/08/2009

Como devemos nos divulgar aos empregadores durante a crise

Muitos candidatos não percebem que procurar um emprego é um desafio de marketing. Temos um produto a vender, nós mesmos, a um público comprador, os empregadores. E assim como em qualquer relação de compra, estes compradores procuram valores, olham detalhes e decidem pela melhor opção. 
Muitos dos melhores empregos não são anunciados: são preenchidos através de promoções internas ou recomendação. Quando você envia o seu currículo para uma vaga anunciada em jornais ou sites, coloca seu currículo em meio a dezenas de outros muito parecidos com o seu. Além disso, essa massa de currículos é administrada por funcionários de nível inferior, sem o poder de realmente contratar você. Este processo pode ser eficaz durante períodos de prosperidade, mas durante uma crise econômica, empregos são escassos e a competição por estas poucas vagas é intensa. Manter a mesma estratégia durante períodos difíceis significa ter chances reduzidas de conseguir um emprego. Mas não precisa ser assim. Momentos difíceis exigem medidas diferentes. E ousadas! Você precisa ser divulgado de uma maneira diferente, de forma a destacá-lo dos demais.
 Começando pela divulgação, precisamos entregar nosso currículo aos que tomam as decisões nas empresas. Como fazer isto? As redes de relacionamento na internet como Linkedin e Twitter são locais em que você pode procurar, após ter criado o seu próprio perfil, profissionais pelo nome, pela empresa ou cargo que ocupam. Após encontrá-los fica fácil entrar em contato através das ferramentas da própria comunidade. Mas atenção: esta é uma oportunidade única, você terá apenas um tiro. Enviar um currículo comum, ou uma carta de apresentação pobre irá sepultar esta oportunidade no mesmo instante.
 Estamos atravessando um período difícil. Empresas cortam custos e reduzem os quadros, portanto procuram mais do que nunca profissionais que os ajudem a navegar por estes momentos turbulentos. Isto significa estar cercado por profissionais voltados para resultados, focados em aumento de receita e/ou redução de despesas. Em suas qualificações no currículo evite as frases padrão que muitas agências de emprego inserem automaticamente em seu currículo. Ao invés de diferenciá-lo elas apenas o tornam aborrecidamente igual aos demais. Alem disso, qualquer um pode escrever qualquer coisa sobre suas qualificações. Eu evitaria sequer mencioná-las. O que os gestores das empresas buscam são fatos concretos, realizações profissionais que tivemos nos últimos empregos. Procure listar sua participação em ações ou melhorias em seu trabalho, por menor que sejam, que tenham contribuído para melhorar uma tarefa ou processo, reduzido o tempo de realização ou economizado recursos. Se for o caso, liste ainda sua participação em atividades que tenham aumentado a receita de empresas. Procure sempre quantificar isto através de termos como redução do custo em 30%, redução do tempo para realização da tarefa em 50% ou aumento da receita em 40% no período. É importante ressaltar que isto não se aplica apenas a pessoas que trabalham diretamente com racionalização de custos ou em vendas. Todo cargo, do nível mais baixo ao mais alto na empresa, sempre pode dar contribuições para melhorias. É disto que os gestores mais precisam em tempos difíceis: pessoas que façam a diferença, realizadores que trabalhando custos e gerando recursos contribuem para a sobrevivência da empresa. Se você conseguir mandar o seu recado para os gestores que tomam as decisões nas empresas e se apresentar como um candidato capaz de fazer a diferença em tempos difíceis, conseguirá obter um emprego em qualquer ocasião, seja em tempos difíceis ou em momentos de prosperidade.

Nota: tradução livre de artigo publicado no site www.resumebear.com
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14/08/2009

Conseguir um emprego: é o conjunto de detalhes que faz a diferença

Recebemos de um ávido leitor de nosso blog o seguinte questionamento: "Procuro seguir diversas dicas que vejo na internet para conseguir um emprego. Mas nada parece funcionar, mas afinal o que devo fazer?" O tom indignado do leitor em um determinado post me levou a oferecer orientação gratuita na avaliação de seu currículo. Afinal, só quem passou algum tempo desempregado sabe as tensões e ansiedades que permeiam a vida de quem se encontra em tal situação. Ao receber o currículo não fiquei surpreso ao constatar uma série de equívocos que com certeza têm dificultado a colocação deste candidato. Em primeiro lugar vinha sua formação em direito, com experiência em redes de computação e em vendas. Isto manda mensagens confusas ao entrevistador. Qual é o expertise daquela pessoa? Afinal, não existe um cargo de vendas que exija formação em direito e experiência com redes. Neste caso o “mais” acaba se tornando “menos”: o candidato acha que mostrará experiência em diversas áreas mas no fim não mostra especialização profunda em nada. Empresas procuram especialistas, ao elaborar seu CV pergunte-se qual é sua especialidade e foque naquilo. Outro problema eram as inúmeras passagens por diversos empregos em que ficou pouco tempo. Isto gera intranquilidade no entrevistador. Ninguém contrata alguém que pula de galho em galho, mesmo que o candidato jure que desta vez é para valer. Ou se arruma uma boa justificativa para as interrupções (cursos por exemplo) ou se omite isto do CV. Além destes dois pontos, outros detalhes me chamaram a atenção e me relembraram de uma regra de ouro na vida empresarial onde dificilmente se encontra uma única solução mágica que a tudo resolva: o que faz a diferença é o conjunto de detalhes! Uma série de pequenas mudanças, ajustes e correções que quando em conjunto causam um grande impacto na prestação de um serviço e no resultado final da empresa. E esta regra deve ser aplicada ao nosso CV, peça que resume quem somos para um entrevistador. Cuidados com a fonte a ser utilizada (não rebuscada), a ordem das informações (primeiro objetivos, segundo experiência profissional e terceiro experiência acadêmica), foco no seu perfil e expertise, realce nos empregos que tenham a ver com o que você procura agora e assim por diante.
Portanto cada dica ou orientação que recebemos deve ser avaliada e implantada. Com o passar do tempo, o conjunto de detalhes se torna relevante e nosso CV passa a fazer diferença, e as chances de contratação aumentam consideravelmente.
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10/08/2009

Entrevista: Invista na primeira impressão!

A entrevista representa o início de uma relação de compra e venda onde você é o produto. Funcionários alugam seu tempo e sua força de trabalho a uma empresa. Assim como nós em nossa vida pessoal procuramos produtos e serviços que melhor atendam às nossas necessidades de qualidade e preço, um entrevistador também procura um funcionário que melhor se encaixe em suas necessidades de qualidade e preço. O preço é o salário oferecido a você. A qualidade é a sua capacidade de realização profissional.

Assim como produtos, temos embalagem e conteúdo. A embalagem é nossa aparência pessoal, a maneira de falar e de nos comportar. O conteúdo é nossa personalidade e capacidade profissional. Precisamos, portanto, mostrar uma embalagem adequada e conseguir comunicar o conteúdo com precisão e clareza.

Causar uma boa impressão no primeiro encontro lhe garante muitos pontos na seleção. Não importa qual o nível hierárquico a que você esteja concorrendo. A aparência é fundamental em uma entrevista. Ela é seu cartão de visitas! Lembre-se de que uma entrevista é um evento formal realizado em um ambiente profissional. Temos, não só que nos portar, como também nos vestir de maneira adequada. Seguem algumas dicas: 

- Vista-se de maneira profissional, de preferência com cores neutras ou básicas como azul, preto ou cinza.

- Apresente-se ao entrevistador com firmeza, olhando nos olhos

- No início da entrevista siga a máxima de ouvir muito e falar pouco

- Procure seguir o direcionamento dado à entrevista pelo entrevistador

- Responda o que for perguntado de forma clara e sucinta, estendendo-se quando necessário

- Evite falar mal de empresas ou chefes anteriores

- Esteja sempre aberto a desafios e mostre que tem vontade de colaborar, de se dedicar

- Caso sua pretensão salarial seja maior que a oferecida, apresente seu ponto desde que embasado a respeito. Jamais justifique suas pretensões baseado em suas despesas pessoais.
Afinal, nunca se tem uma segunda chance de se causar uma boa primeira impressão!

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Sobre o autor

Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.

Sobre o blog

A experiência e a proximidade de Caldeira com candidatos, suas dúvidas, seus questionamentos e seu comportamento durante as entrevistas, estão traduzidos nesta orientação passo a passo na busca por um emprego, com inúmeras dicas e sugestões, de forma a transformar algo normalmente árduo e demorado em algo planejado, rápido e efetivo!

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