Os sete pecados capitais definem alguns comportamentos humanos tidos como vícios. Definidos há séculos, foram reforçados pela igreja católica como uma forma de controle dos instintos básicos humanos. Existem os pecados perdoáveis, e existem os capitais, que devido à sua seriedade, exigiriam a condenação de seus praticantes. Estes impulsos, ou instintos, fazem parte da natureza humana. Porém assim como a diferença entre o remédio e o veneno, a diferença entre um ser humano normal e um acometido de um dos pecados capitais, está na dose que se usa.
E não poderia deixar de ser diferente no ambiente de trabalho. Em um ambiente formado por seres humanos de origens diferentes, mas com objetivos comuns, podem surgir alguns dos pecados capitais.
Gula – desejo insaciável, além do necessário, querer sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem.
Na vida profissional: o funcionário que busca o poder, sem se importar com os demais colegas. Passa por cima de tudo e de todos para atingir seus objetivos. Nunca se contenta com o que conseguiu, sempre querendo mais.
Avareza – apego excessivo e descontrolado pelos bens matérias e pelo dinheiro. Na vida profissional: geralmente se materializa naquele chefe que olha sempre para o custo primeiro, para os resultados em segundo e para a opinião do grupo em terceiro lugar.
Luxúria – desejo passional por prazeres sensuais e materiais, que se deixa dominar pelas paixões.
Na vida profissional é encarnado pelo empreendedor, pelo visionário. Aquele que enxerga por cima das árvores na floresta, que aponta o caminho e segue seu instinto, suas paixões. Pode ser um excelente empreendedor ou comercial, porém precisa ter um freio próprio, ou algo ou alguém que o puxem para a terra de tempos em tempos, caso contrário pode quebrar a empresa.
Ira – sentimento profundo e incontrolável de raiva, ódio ou rancor, que muitas vezes gera um sentimento de vingança.
Na vida profissional, este tipo de perfil é comum em ambientes competitivos, em que as diferenças de performance ou de premiação são explícitas, como em departamentos comerciais. Os que ficam para trás podem desenvolver este excesso.
Inveja - Desejo desmedido pelo que outra pessoa é ou tem. No ambiente profissional este tipo acaba não prosperando e se desenvolvendo. Aproxima-se dos colegas sempre perguntando e querendo saber sobre as roupas, hábitos ou amigos dos demais. Logo esta máscara de amigo com excesso de interesse cai e surge a frustração incurável que acomete os invejosos. Segregado do grupo, acaba saindo da empresa, repetindo o mesmo excesso no próximo emprego
Preguiça – falta de dedicação, de empenho, de desejo, de ação. No ambiente profissional, uma boa parte dos funcionários acometidos deste mal são logo desmascarados e não evoluem na carreira pois apresentam desleixo, morosidade e lentidão. Porém uma pequena parte deste grupo, formada por indivíduos perspicazes e envolventes, acaba escondendo e minimizando sua própria preguiça ao delegar pesadamente o seu trabalho ou responsabilidades para os demais. Quando bem feito, estes delegadores perduram por anos e anos na empresa, e em alguns extremos ainda colhem os louros pelo trabalho que os outros realizaram para ele
Vaidade – uma auto admiração excessiva, desmedida, auto elogiosa, que não faz questão de ficar escondida.
No ambiente profissional são aqueles que gostam de contar seus sucessos, suas ações, suas realizações, sempre utilizando muito a palavra eu, e pouco a palavra nós.
A auto confiança é fundamental para o sucesso de uma carreira profissional, porém enquanto esta se baseia em qualidades reais, a vaidade se baseia em qualidades imaginadas e desconectadas com a realidade, tornando a pessoa fútil e vazia.
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