Trabalho temporário traz oportunidades para quem inicia a carreira
Transcrevemos abaixo texto de Max Gehringer para a rádio CBN sobre o trabalho temporário de fim de ano.
Trabalho temporário é boa oportunidade para jovens em início de carreira
Vários ouvintes que conseguiram vagas temporárias neste final de ano escrevem perguntando se existe alguma chance de eles serem efetivados ao final do contrato. A resposta é sim, a chance existe e é bem razoável. O maior contratante de temporários disparado é o comércio. E as funções mais procuradas são caixas, atendente de loja e operador de telemarketing. Tomando como base alguns números já divulgados o setor de lojas, principalmente em shoppings, está contratando 200 mil temporários. Outros 100 mil serão contratados pelo setor de telemarketing, ou seja, os ouvintes podem esperar um grande número de ligações para suas residências neste final do ano, oferecendo produtos ou serviços ou solicitando doações. No caso do comércio um em cada dez temporários deverá ser efetivado. No caso do telemarketing o número ainda é maior: cerca um em cada cinco. Isto não quer dizer que uma enxurrada de novas vagas será aberta ao fim da temporada festas. Quer dizer apenas que as empresas usam este período para avaliar o trabalho dos temporários e substituir os funcionários efetivos menos produtivos. Além de proporcionar um ganho extra durante noventa dias, o trabalho temporário é uma boa oportunidade para os jovens que estão ingressando agora no mercado de trabalho. As exigências são diferentes daquelas feitas por empresas para contratação de efetivos. As exigências são diferentes daquelas feitas por empresas para a contratação de efetivos. A escolaridade não conta muito e as características pessoais pesam bem mais. Um jovem perguntaria estou estudando relações internacionais o que um emprego temporário de balconista poderia acrescentar a meu currículo? Resposta: aprender a conviver profissionalmente com colegas, com o chefe e com clientes. Ganhar auto-confiança e provar a si mesmo que é bom no que faz, não importa o que faça, além de ter uma boa história para contar numa futura entrevista de emprego, para uma vaga na área em que está se formando. Mas há um sacrifício a considerar: muitas vagas temporárias impedirão que o jovem aproveite as festas porque o expediente diário poderá se esticar até as 22 horas, incluindo as vésperas de Natal e de Ano Novo. Se vale ou não a pena é uma decisão de cada um. Mas muita gente que hoje ocupa bons cargos em empresas começou a carreira como temporário. Para quem quiser aproveitar ainda dá tempo.
Max Gehringer para a rádio CBN
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Uma internauta que acompanha o blog levantou a seguinte questão:
Um leitor do blog nos faz a seguinte pergunta: “Sempre lemos matérias sobre como nos portar em uma entrevista mas nunca sobre como o entrevistador deve se portar”.
Recebemos o seguinte questionamento de uma internauta: "
Muito se ouve falar em experiência internacional e sua importância para a carreira de qualquer profissional. O estreitamento do comércio internacional, as facilidades cada dia maiores de comunicação e o acesso ilimitado a informação na internet tornam o mundo cada dia menor. Novas empresas desembarcam em nosso país todas as semanas para iniciar operações, e as que aqui estão relacionam-se cada vez mais com empresas no exterior. Neste contexto torna-se fundamental para um bom desenvolvimento de nossas carreiras que tenhamos um bom domínio de um idioma estrangeiro. De preferência o inglês. E vamos além: passar alguns meses no exterior também traz uma série de aquisições pessoais: adquirimos mais flexibilidade, independência, maturidade, conhecemos de perto outra cultura, aprendemos a olhar nosso próprio país e cultura de maneira diferente e, principalmente, nos tornamos mais tolerantes. Todas estas aquisições nos tornam pessoas e profissionais melhores, mais aptos a lidar com um mercado de trabalho internacionalizado. Hoje existem programas organizados por agências de intercâmbio no Brasil que permitem a jovens e recém formados trabalhar no exterior de maneira legal e temporária. Gostaria de abordar hoje o Au Pair, programa que permite a moças de 18 a 26 anos morar durante um ano nos EUA com uma família americana, ajudando a cuidar das crianças e estudando. O trabalho é remunerado, inclui bolsa de estudos e possui regras definidas pelo governo americano. Por ser subsidiado em grande parte pela família americana o custo para as candidatas é muito baixo. Quem quiser mais informações pode visitar este blog, a maior referência no assunto hoje no país:
Dentre os questionamentos que recebemos de internautas, dois grupos chamam a atenção pela quantidade com que ocorrem e pela aparente dificuldade em resolver a situação. O primeiro grupo é o dos profissionais que possuíam um emprego de nível hierárquico médio ou alto, com boa remuneração, mas ficaram desempregados. Em muitos casos passam meses obcecados em voltar ao mercado de trabalho em uma vaga com o mesmo nível hierárquico e salário que possuíam antes.
Este é um tema que suscita debates. Afinal, o salário é uma das principais razões pelas quais as pessoas trabalham. Para muitos a principal razão. Tenho visto diversos sites que orientam candidatos em busca de emprego que determinam que a pretensão salarial deve constar no currículo. Porém vamos olhar a questão com mais cuidado. Se colocarmos a pretensão salarial no currículo e ela for mais alta do que o salário que a empresa pretende pagar para determinada vaga, corremos o risco de ser classificados de antemão como “caros” pela empresa e nem sermos chamados para a entrevista. Se para nos defendermos deste possível pré-julgamento colocarmos uma pretensão salarial mais baixa do que realmente queremos ou valemos, corremos o risco de acabar sendo contratados por um salário inferior ao que a empresa pretendia pagar pela vaga (nos dias de hoje até que não seria tão má alternativa, afinal é melhor um pássaro na mão do que dois voando)! A outra opção seria colocarmos que a pretensão salarial é “a combinar”. Esta acredito ser a pior alternativa pois nenhum entrevistador deseja entrar em um debate ou negociação com um candidato sobre salário, além desta informação ser redundante: não existe emprego sem salário e mais cedo ou mais tarde o assunto será trazido pelo empregador. Além disto, se houver espaço para pagar mais ou menos ao candidato de acordo com sua experiência, o empregador estará ciente de que há este espaço para negociação, portanto não precisamos informá-lo sobre isto. A melhor alternativa aqui é omitir este assunto do nosso currículo e nos concentrarmos no que realmente importa aos olhos do entrevistador: nossa experiência profissional, experiência acadêmica e principalmente nossas realizações.
A comunicação entre as pessoas ocorre em dois níveis, o verbal e o gestual. Não nos comunicamos apenas por meio de palavras e da entonação de nossa voz, mas também por meio de nossa postura física e de nossos gestos. E inconscientemente todos nós somos treinados, desde pequenos, a ler e a interpretar estes sinais não verbais que nossos interlocutores emitem durante uma conversa. Isto se torna ainda mais importante quando participamos de uma entrevista para emprego. O entrevistador busca, durante o breve espaço de tempo de uma entrevista, sinais que o ajudem a traçar o perfil o mais exato possível daquele candidato. E é neste instante que a comunicação corporal se torna uma importante e abundante fonte de informações para o entrevistador, ao emitir sinais, todos eles observados por ele, que podem ajudar ou atrapalhar o candidato. Vamos então aos principais pontos que o candidato deve observar:
Roberto Caldeira é adm. de empresas pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, com pós graduação em Novos Negócios pela Harvard Extension School. Executivo de sucesso das áreas de marketing e vendas, em empresas nacionais e multinacionais, contabiliza em 20 anos de atividade profissional no Brasil e no exterior, mais de 5.000 entrevistas a candidatos a vagas de emprego. Autor do livro "os Segredos do Entrevistador", com participação de Max Gehringer, com dicas sobre como se preparar para uma entrevista de emprego.
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